LSF (Light Steel Framing)

Tesouras como pórtico plano

A tesoura trabalha no próprio plano: dois banzos ligados por montantes e diagonais levam o peso do telhado e o vento até as paredes. Esta página mostra o que o motor confere em cada peça, de onde sai o comprimento de flambagem de cada uma e como ler o relatório de uma barra da tesoura.

Visão geral

Em Tesouras as tesouras da casa foram montadas, em Treliças aparecem os modelos de montantes e diagonais de uma treliça e em Telhado o telhado foi fechado com ripas e telhas. Lá o assunto era a geometria: onde cada peça nasce e como ela se liga às outras. Aqui é o que o motor confere nela.

Para o motor, cada tesoura é um conjunto de barras num plano vertical. Os banzos são contínuos e partidos nos nós. Montantes e diagonais são articulados nas pontas. As ripas não entram como barras: o peso que levam chega ao banzo de cima por área, e a posição delas diz onde esse banzo está travado.

O exemplo é a T2, uma tesoura comum da casa: vão de 7,00 m entre as paredes, inclinação de 30% e todas as peças em C 89x41/39x12x0.95, aço ZAR-280. Os números saíram do cálculo da casa inteira, na tela: 26 combinações e 1.113 pedaços de barra na lista Verificação de Barras.

A T2 depois do cálculo, vista de lado com as cores ligadas. Para a figura, as outras tesouras ficaram fora do recorte. Nenhuma peça da T2 sai em vermelho; o banzo de cima passa por pouco, como mostra o passo 3.
A T2 depois do cálculo, vista de lado com as cores ligadas. Para a figura, as outras tesouras ficaram fora do recorte. Nenhuma peça da T2 sai em vermelho; o banzo de cima passa por pouco, como mostra o passo 3.
  • 7,00 m: vão da T2, de parede a parede
  • 30 %: inclinação das duas águas
  • 0,95 mm: espessura de todas as peças da tesoura
  • 1,00: a maior razão da T2, no banzo de cima

Para que serve

A carga anda no plano da tesoura

A telha pousa nas ripas, e as ripas pousam no banzo de cima. Do banzo, a carga desce pelos nós: os montantes e as diagonais a levam ao banzo de baixo e aos apoios, sobre as paredes. O vento entra pelo mesmo caminho, como pressão nas águas. Tudo isso acontece no plano da tesoura, e é nesse plano que ela é forte.

Fora do plano, ela é uma peça fina que precisa de travamento. O desenho é a metade direita da T2, em escala, com o que trava cada banzo e o comprimento de flambagem que o motor dá a cada peça.

A metade direita da T2 em escala, da cumeeira ao beiral sobre a parede: o banzo de cima (bs) com as ripas em corte, o banzo de baixo (bi) com o forro aparafusado a cada 30 cm e a linha de travamento L1 em corte, os montantes (m) e as diagonais (d). As cotas dão o comprimento de flambagem de cada peça: no plano, o painel de 109 cm no banzo de cima e o de 100 cm no de baixo; fora do plano, 38 cm entre ripas; montante e diagonal na peça inteira, com K = 1

A ripa sai do modelo. No cálculo, a ripa não é uma barra. O peso do telhado e a sobrecarga chegam ao banzo de cima como carga distribuída, e a posição de cada ripa fica guardada para marcar onde o banzo está travado fora do plano.

O forro trava o banzo de baixo. Com forro aparafusado por baixo da tesoura, o banzo de baixo fica travado fora do plano a cada fixação, 30 cm na casa. A linha de travamento L1, que corre de parede a parede, trava os nós que ela cruza.

Cada peça com o seu papel e o seu comprimento

O rótulo de cada barra diz o que ela é. É por ele que você a encontra na lista Verificação de Barras, e é por ele que o motor escolhe como modelar a peça e de onde tira o comprimento de flambagem.

PeçaNo rótuloO que fazComo o motor a trata
banzo de cimabs1, bs2As duas águas, da cumeeira ao beiral. Recebe as ripas.Contínuo, partido nos nós. No plano, flamba no painel; fora dele, no maior vão entre ripas, terças ou caibros.
banzo de baixobiA linha reta de apoio a apoio, que segura a abertura das águas.Contínuo. No plano, o painel; fora dele, o maior vão entre nós travados, ou a fixação do forro quando é menor.
montantemPeça em pé entre os dois banzos.Articulado nas pontas, K = 1: flamba na peça inteira.
diagonaldPeça inclinada entre os dois banzos.Articulada nas pontas, K = 1: flamba na peça inteira.
travessaL1:lA linha de travamento que liga os banzos de baixo de uma tesoura a outra, de parede a parede.Verificada como barra. Os nós em que cruza o banzo de baixo contam como travados.
riparApoio da telha, sobre o banzo de cima.Fora do modelo de cálculo. A posição dela dá o comprimento do banzo de cima fora do plano.
  • 38 cm: maior vão entre ripas: banzo de cima, fora do plano
  • 109 cm: painel do banzo de cima: no plano
  • 30 cm: fixação do forro: banzo de baixo, fora do plano
  • 106 cm: montante m4 e diagonal d3 da T2: a peça inteira

Como ler o rótulo. TL:TL1:T2:bs2:6 é o telhado TL1, a tesoura T2, o banzo de cima do lado 2 e o pedaço 6 dessa cadeia (a contagem começa no zero). Todos os pedaços de bs2 formam um banzo só, e o motor os reconhece como cadeia.

A alma de través. Na tesoura como se fabrica, o banzo deita com a alma de través, e o eixo forte do perfil fica fora do plano. Por isso, no relatório do banzo, o Lx é o comprimento de fora do plano e o Ly é o painel. É o contrário do montante de parede.

O que a norma diz

Perfil formado a frio, item por item

As peças da tesoura são perfis Ue formados a frio, e o motor as verifica pela ABNT NBR 14762:2010. A NBR 16970-2:2022 entra com o limite de flecha do banzo. O quadro diz qual item responde por qual verificação do relatório da barra.

Verificação na telaItemO que confere
Esbeltez, barra comprimida14762, 9.7.4O índice de esbeltez não passa de 200. É requisito: acima disso, reprova.
Esbeltez, barra tracionada14762, 9.6.3A norma recomenda não passar de 300. O motor informa o valor, com razão 0,00.
Tração14762, 9.6.2O menor entre o escoamento da seção bruta e a ruptura da seção líquida.
Compressão14762, 9.7.2Força axial resistente, com o fator de redução χ da flambagem global.
Flexão, eixo forte e fraco14762, 9.8.2Momento resistente: o menor entre início de escoamento, flambagem lateral com torção e distorcional.
Cisalhamento14762, 9.8.3Força cortante resistente da alma.
Flexo-compressão e flexo-tração14762, 9.9A força axial e os dois momentos ao mesmo tempo: a soma das três parcelas não passa de 1,0.
Escoamento da seção (linear)14762, 9.9A mesma soma, na seção, sem a amplificação dos momentos.
Flecha16970-2, 8.2Tabela 3: o banzo da tesoura entra como viga de cobertura, L/250.

NBR 14762:2010 · 9.6.3 e 9.7.4.

Para a barra comprimida, o índice de esbeltez não deve passar de 200. Para a tracionada, a norma recomenda não passar de 300. A diferença aparece na tesoura, onde metade das almas comprime e metade traciona: o motor cobra a primeira e informa a segunda.

NBR 16970-2:2022 · 8.2.

A Tabela 3 dá os deslocamentos-limite das peças do LSF. O banzo de cima e o de baixo da tesoura ficam na linha das vigas de cobertura: L/250.

Uma combinação por vez. A esbeltez é conferida em cada combinação. A diagonal que traciona com o peso pode comprimir com o vento de baixo para cima, e aí vale o 200, na combinação em que ela comprime. A página Ler o resultado ensina a ler as siglas das combinações.

Duas verificações pesam mais na tesoura. No banzo de cima, a flexo-compressão: ele é comprimido pela treliça e, ao mesmo tempo, fletido entre os nós pelo peso das ripas e das telhas. Nas almas, a esbeltez: são peças retas, com força axial pequena e comprimento inteiro de flambagem.

Recomendação de projeto

1. Leia o banzo de cima pelo painel

Com a alma de través, o vão entre ripas cai no eixo forte do perfil. Na T2, 38 cm dão esbeltez de 10,7 fora do plano. No plano, o painel de 109 cm com o eixo fraco dá 72,4. Quem limita o banzo de cima é o painel, e o que encurta o painel é mais um montante ou mais uma diagonal.

2. Aparafuse o forro na tesoura

Sem forro, o banzo de baixo fica travado só nos nós travados: a parede onde pousa, o diafragma e a linha de travamento. Com o forro aparafusado por baixo, a trava cai para o espaçamento da fixação, 30 cm na casa.

3. Olhe as almas pela esbeltez

Montante e diagonal levam pouca força, e flambam na peça inteira. Na T2, o montante comprimido fica em 0,35 por esbeltez, e esse é também o pior montante e a pior diagonal da casa. Peça comprida no meio da tesoura é a primeira a conferir.

4. Espessura não corrige esbeltez

A esbeltez é o comprimento dividido pelo raio de giração, e a espessura quase não muda o raio. Para baixar a esbeltez, encurte a peça ou troque a seção.

5. Leia a tesoura pelo pior pedaço

O banzo é partido em um pedaço por painel, e cada um tem a sua razão. A utilização da tesoura é a do pior pedaço.

Se a tesoura reprovar porMexa em
flexo-compressão no banzo de cimaperfil ou espessura da classe da tesoura, ou tesouras mais próximas, com menos telhado para cada uma
esbeltez do banzo de cimapainel mais curto: mais montantes e diagonais
esbeltez do montante ou da diagonal comprimidapeça mais curta, ou seção com raio de giração maior
esbeltez do banzo de baixoforro aparafusado, ou linha de travamento

O perfil é da classe. As peças do telhado não têm perfil próprio: usam o da classe. Trocar o perfil da classe Tesoura comum troca o de todos os banzos, montantes e diagonais das tesouras comuns de uma vez. O passo 7 mostra essa troca.

Passo a passo

1. Calcule e olhe a tesoura de lado

Com a casa completa, aperte Calcular. Depois gire o 3D até olhar o telhado ao longo da cumeeira: as tesouras aparecem de lado, uma atrás da outra, e a mais próxima fica na frente.

A T2 de lado, antes das cores: banzos, montantes e diagonais, com as paredes embaixo. As etiquetas de 30% marcam a inclinação das águas.
A T2 de lado, antes das cores: banzos, montantes e diagonais, com as paredes embaixo. As etiquetas de 30% marcam a inclinação das águas.

2. Ligue as cores

No card de resultados, o primeiro botão, com um ✓ verde e um × vermelho, mostra as cores OK/FALHA nas barras; parado sobre ele, a dica diz Cores de Verificação. No primeiro cálculo da obra, elas já ligam sozinhas. Verde passa, vermelho reprova. Na T2, todas as peças saem em verde, e a figura da visão geral é essa mesma vista com as cores ligadas.

Com as cores ligadas, o clique lê. Nesse modo, clicar numa barra abre o relatório dela em vez de selecioná-la. Para voltar a editar, desligue as cores no mesmo botão.

Verde não diz quanto sobra. Uma peça a 0,99 sai tão verde quanto uma a 0,10. Para saber a folga, abra o relatório ou a lista: é o que os próximos passos fazem.

3. Clique no banzo de cima e leia o relatório

Com as cores ligadas, clique no banzo de cima da T2, no lado direito, no último painel antes do apoio. Abre o Relatório Diagnóstico da Barra: o cabeçalho dá a peça, o perfil, o comprimento e a verificação governante; mais abaixo vêm os esforços nas pontas e as cargas que chegam nela, uma por caso.

O cabeçalho do relatório de TL:TL1:T2:bs2:6: C 89x41/39x12x0.95, 1,09 m, NBR 14762, ZAR-280, e a flexo-compressão como governante, com 1,00.
O cabeçalho do relatório de TL:TL1:T2:bs2:6: C 89x41/39x12x0.95, 1,09 m, NBR 14762, ZAR-280, e a flexo-compressão como governante, com 1,00.
Os esforços nas pontas do mesmo pedaço: compressão de 10,2 e 10,5 kN, e momento pequeno.
Os esforços nas pontas do mesmo pedaço: compressão de 10,2 e 10,5 kN, e momento pequeno.
  • 1,00: flexo-compressão, a governante, em CB2
  • 10,5 kN: compressão, contra 24,3 kN resistentes
  • 17,9 kN·cm: momento no eixo fraco, contra 37,8
  • 72,4: esbeltez, de um máximo de 200

CB2 é a combinação do peso: o peso próprio, o peso do telhado e a sobrecarga, todos multiplicados por 1,4. Nas cargas do relatório, todas as que chegam a esse pedaço são distribuídas e estão no plano da tesoura: o peso do telhado, a sobrecarga e o vento. Por isso o momento é no eixo fraco, o do plano, e o momento no eixo forte é praticamente zero.

4. Abra a lista Verificação de Barras

No mesmo card de resultados, o botão Verificação de Barras abre a lista de todos os pedaços calculados, com o rótulo, o perfil, a razão e a combinação. Clique numa linha e ela se abre em uma linha por verificação.

O mesmo pedaço do banzo expandido na lista. O rótulo aparece cortado; o perfil, a razão e a combinação vêm ao lado.
O mesmo pedaço do banzo expandido na lista. O rótulo aparece cortado; o perfil, a razão e a combinação vêm ao lado.
VerificaçãoNa listaO que diz
Esbeltez72,4 de 200o painel, no eixo fraco
Compressão10,5 de 24,3 kN (0,43)a força da treliça
Flexão, eixo forte0,0 de 110,7 kN·cmnada fora do plano
Flexão, eixo fraco17,9 de 37,8 kN·cm (0,47)o peso entre os nós
Cisalhamento0,5 de 8,5 kN (0,06)folgado
Flexo-compressão1,00, em CB2a soma, com o momento amplificado
Escoamento da seção0,91, em CB2a mesma soma, sem amplificar

A compressão sozinha usa 0,43 da resistência, e a flexão no eixo fraco, 0,47. Somadas, dariam 0,90, perto do 0,91 do escoamento da seção, que é essa soma na seção, sem a flambagem. A flexo-compressão passa disso porque o motor amplifica o momento, como mostra o passo 5.

Tração com 0,00 no banzo de cima. O banzo de cima comprime nas combinações do peso. A linha de tração aparece com a resistência, 44,8 kN, e solicitação zero na combinação que governa. Com o vento de sucção, a força pode inverter, e o motor confere as duas.

5. Leia o cartão da flexo-compressão e o da esbeltez

No relatório, cada verificação tem um cartão com as resistências, as solicitações, o item da norma e a combinação. Os dois que explicam o banzo de cima são estes.

A flexo-compressão do pedaço 6: Pc e Pr para a força axial, Mcy e Mry para o eixo fraco, Ne_y para a flambagem elástica no plano, e a equação de interação.
A flexo-compressão do pedaço 6: Pc e Pr para a força axial, Mcy e Mry para o eixo fraco, Ne_y para a flambagem elástica no plano, e a equação de interação.

A parcela da força axial é Pr/Pc = 10,47/24,25 = 0,43. A do eixo fraco é o momento dividido pela resistência e por αny = 1 − Pr/Ney = 1 − 10,47/66,18 = 0,84: 17,92/(37,79 × 0,84) = 0,56. A soma dá 0,995. O cartão mostra 1,00 arredondado, e OK, porque não chega a 1. O banzo passa com meio por cento de folga.

A esbeltez do mesmo pedaço: Lx = 38 cm fora do plano, com o eixo forte (rx = 3,56 cm), e Ly = 109,05 cm no plano, com o eixo fraco (ry = 1,51 cm). Governa λy = 72,4, pelo 9.7.4.
A esbeltez do mesmo pedaço: Lx = 38 cm fora do plano, com o eixo forte (rx = 3,56 cm), e Ly = 109,05 cm no plano, com o eixo fraco (ry = 1,51 cm). Governa λy = 72,4, pelo 9.7.4.

O Ney de 66,18 kN vem do mesmo painel de 109 cm no eixo fraco. É ele que faz a amplificação crescer: quanto mais perto a compressão chega do Ney, menor o αny e maior a parcela do momento. Encurtar o painel ou engrossar o perfil sobe o Ney; o ensaio do passo 7 mostra quanto.

6. Clique no banzo de baixo, num montante e numa diagonal

O banzo de baixo da T2 traciona. No pedaço TL:TL1:T2:bi:15, de 1,00 m, a esbeltez vem com Lx = 30 cm, a fixação do forro, e Ly = 100 cm, o painel. O item é o 9.6.3: barra tracionada, valor informado, razão 0,00. Quem governa é a flexo-tração, 0,51: a tração usa 0,11 e o momento do peso que ele leva, 0,39.

Banzo de baixo: λ = 66,4 de 300, item 9.6.3, razão 0,00.
Banzo de baixo: λ = 66,4 de 300, item 9.6.3, razão 0,00.
Banzo de baixo: flexo-tração de 0,51, em CB2.
Banzo de baixo: flexo-tração de 0,51, em CB2.

O montante TL:TL1:T2:m4:0 e a diagonal TL:TL1:T2:d3:0 têm quase o mesmo comprimento, 106 cm, e o mesmo perfil. A esbeltez sai igual nos dois, 70,6. A diferença é a força: em CB2 o montante comprime e a diagonal traciona.

Montante comprimido: 70,6 de 200, item 9.7.4, razão 0,35.
Montante comprimido: 70,6 de 200, item 9.7.4, razão 0,35.
Diagonal tracionada: 70,6 de 300, item 9.6.3, razão 0,00.
Diagonal tracionada: 70,6 de 300, item 9.6.3, razão 0,00.
Peça da T2GovernaRazãoPor quê
banzo de cima, bs2:6flexo-compressão1,00 (0,995)compressão da treliça e peso entre os nós
banzo de baixo, bi:15flexo-tração0,51tração e o peso que pendura nele
montante, m4:0esbeltez0,35106 cm comprimidos, K = 1
diagonal, d3:0tração0,062,8 de 44,8 kN; a esbeltez só informa

A flecha: o limite e como é medida

O banzo de cima e o de baixo da tesoura têm limite de flecha de L/250, a linha das vigas de cobertura da Tabela 3. O L é o do pedaço: o painel entre dois nós. A flecha é medida em cada pedaço, e não na tesoura inteira.

Medir no pedaço pede cuidado com o que conta. Com o peso e o vento, a tesoura inteira se move: os apoios descem com as paredes, os nós andam. Esse movimento não é flexão do banzo. Por isso o motor traça a corda entre as duas pontas do pedaço, já deslocadas, e mede a flecha a partir dela.

Um pedaço do banzo antes e depois da carga: com a tesoura, os nós andam e as duas pontas se deslocam; a corda liga as pontas deslocadas, e a flecha δ é medida a partir dela, contra L/250 do pedaço
  • L/250: limite do banzo, de cima e de baixo
  • 4,4 mm: limite do pedaço bs2:6, de 1,09 m
  • 0,26 mm: flecha desse pedaço, relativa à corda
  • 28 mm: L/250 do vão de 7,00 m, para conferir à mão

O vão inteiro, à mão. A verificação por pedaço diz se o banzo flete entre os nós. A descida da tesoura inteira no meio do vão se confere à mão, como em Tesouras: L/250 sobre os 7,00 m da T2, ou 28 mm, comparados com o deslocamento do nó da cumeeira em relação aos apoios.

Ensaio: o mesmo perfil, com 1,15 mm

7. Troque a espessura da classe Tesoura comum e calcule

As peças do telhado usam o perfil da classe, e a classe se muda no painel Classes, que no modo LSF fica escondido. Passe para a aba Estrutura, abra Classes e clique na linha Tesoura comum. No formulário, abra o Perfil, escolha Dob e a família C e procure 89x41 1.15. Escolha C 89x41/39x12x1.15, aperte Salvar, volte à aba LSF e calcule.

Aba Estrutura, painel Classes, linha Tesoura comum aberta: o Perfil da classe é o C 89x41/39x12x0.95, com t = 0,95 mm e aba (lip) de 12 mm.
Aba Estrutura, painel Classes, linha Tesoura comum aberta: o Perfil da classe é o C 89x41/39x12x0.95, com t = 0,95 mm e aba (lip) de 12 mm.
O seletor de Perfil em Dob, família C, com a busca 89x41 1.15. Vêm dois perfis: escolha o de aba 12, o mesmo de hoje, para mudar só a espessura.
O seletor de Perfil em Dob, família C, com a busca 89x41 1.15. Vêm dois perfis: escolha o de aba 12, o mesmo de hoje, para mudar só a espessura.
Depois de Salvar e calcular, o mesmo pedaço bs2:6: C 89x41/39x12x1.15 e flexo-compressão de 0,81.
Depois de Salvar e calcular, o mesmo pedaço bs2:6: C 89x41/39x12x1.15 e flexo-compressão de 0,81.
Na T2, lido nos cartõesCom 0,95 mmCom 1,15 mm
banzo de cima, flexo-compressão0,9950,81
parcela da força axial, Pr/Pc10,47/24,25 = 0,4310,62/30,77 = 0,35
parcela do eixo fraco0,56 (αny = 0,84)0,46 (αny = 0,86)
banzo de baixo, flexo-tração0,510,43
montante m4, esbeltez0,350,36

A resistência subiu mais que a solicitação, que cresceu um pouco com o peso próprio das peças mais grossas. A folga do banzo foi de meio por cento para 19%. O montante não melhorou: a esbeltez é geometria, e o raio de giração do perfil mais grosso é praticamente o mesmo.

Desfaça o ensaio antes de salvar. Para voltar, devolva a classe Tesoura comum ao C 89x41/39x12x0.95 pelo mesmo caminho e calcule de novo. Se a troca for para ficar, ela vale para todas as tesouras comuns, e o custo do aço sobe junto.

Atalhos

  • Ctrl+Enter

    Calcular a obra

    Manda a obra para o motor, como o botão Calcular.

  • Home

    Ver em 3D

    Passa ao 3D na última pose da câmera. Com a vista da parede aberta, fecha a vista.

Erros comuns

O que costuma enganar na tesoura

  1. Ler 1,00 como reprovação. O banzo de cima da T2 dá 0,995. A tela mostra 1,00, arredondado, e OK. Passa, mas sem folga: qualquer telha mais pesada ou tesoura mais espaçada o leva para o vermelho.
  2. Apertar as ripas para salvar o banzo de cima. Com a alma de través, o vão entre ripas trabalha no eixo forte, e dá esbeltez de 10,7. Quem governa é o painel, no eixo fraco, com 72,4.
  3. Engrossar a chapa para corrigir esbeltez. De 0,95 para 1,15 mm, o montante m4 foi de 0,35 para 0,36. Esbeltez se corrige com peça mais curta ou seção maior.
  4. Achar que a diagonal tracionada nunca comprime. A razão 0,00 da esbeltez vale para a combinação em que ela traciona. Com o vento de sucção a força pode inverter, e o motor cobra o 200 na combinação em que ela comprime.
  5. Esperar que a troca fique só numa tesoura. O perfil das peças do telhado é o da classe. Mudar a classe Tesoura comum muda todos os banzos, montantes e diagonais das tesouras comuns. A tesoura de oitão e o travamento do banzo têm classe própria e não mudam junto.
  6. Procurar a ripa na lista. A ripa não é verificada: ela sai do modelo de cálculo, e o peso que leva chega ao banzo por área. A posição dela é o que conta, no comprimento de flambagem do banzo de cima.

O que cada sinal quer dizer

Na telaQuer dizer
Esbeltez com item 9.7.4barra comprimida na combinação que governa; o limite é 200 e conta
Esbeltez com item 9.6.3 e razão 0,00barra tracionada; o 300 é recomendação, e o valor só informa
Lx menor que Ly no banzoa alma de través: Lx é o comprimento de fora do plano
"amplificados por 1/(1 − N/Ne)" no cartãoo momento da análise de primeira ordem multiplicado pelo motor, a favor da segurança

O que o motor confere

Confere a treliça que está desenhada

Cada peça da tesoura é uma barra do modelo, verificada pela NBR 14762 em cada uma das 26 combinações. A maior razão de todas governa e dá a cor da peça.

PeçaO que o motor confere
banzo de cima (bs)Compressão e esbeltez (9.7.2 e 9.7.4), com o painel no plano e, fora dele, o maior vão entre ripas, terças ou caibros; flexão nos dois eixos (9.8.2); cortante e momento com cortante (9.8.3 e 9.8.4); flexo-compressão com o momento amplificado (9.9); escoamento da seção; flecha L/250 em cada pedaço, medida a partir da corda.
banzo de baixo (bi)Tração (9.6.2), esbeltez informada (9.6.3) e flexo-tração; as verificações de compressão na combinação em que ele comprime. Fora do plano, o comprimento cai para a fixação do forro quando ela é menor que o vão entre nós travados. Flecha L/250 em cada pedaço.
montante (m) e diagonal (d)Articulados, K = 1, na peça inteira: tração ou compressão e esbeltez em cada combinação, com o limite de 200 quando a peça comprime e o 300 informado quando traciona.
travessa da linha L1Verificada como barra; os nós em que cruza o banzo de baixo contam como travados.
ripaFora do modelo: o peso chega ao banzo de cima por área, e a posição dela dá o comprimento do banzo de cima fora do plano.
todasO campo de aplicação da norma (9.1.2, Tabela 4): largura sobre espessura de cada chapa.

O que fica com o projetista

  1. As ligações da tesoura: banzos, montantes e diagonais entre si e a tesoura na parede (veja Painel de ligações).
  2. O esmagamento da alma no apoio da tesoura sobre a parede, no banzo e na guia.
  3. A flecha do vão inteiro: L/250 sobre os 7,00 m da T2, ou 28 mm, contra a descida do nó da cumeeira em relação aos apoios (veja Tesouras).
  4. O detalhe do travamento que o cálculo supõe: ripas, terças ou caibros no espaçamento desenhado, a linha L1 e a fixação do forro (veja Telhado).

Atalhos

  • Ctrl+Enter

    Calcular a obra

    Manda a obra para o motor, como o botão Calcular.

Resumo

Onde ler cada coisa

Quero saberOnde
se a tesoura passaas cores, com a tesoura de lado no 3D
por que um pedaço tem aquele númeroo relatório da barra, pelo clique com as cores ligadas
todos os pedaços de um banzoa lista Verificação de Barras
o comprimento de flambagem de cada eixoo cartão Esbeltez do relatório: Lx e Ly
a flecha do vão inteiroà mão: L/250 do vão, como em Tesouras

O caminho, numa linha

Calcular → olhar a tesoura de lado no 3D → ligar as cores → clicar no banzo de cima e ler o relatório → abrir Verificação de Barras e conferir os pedaços → ler as almas pela esbeltez → conferir o vão à mão → mudar a classe, se preciso, e calcular de novo.

Os números da T2

  • 1,00: banzo de cima, flexo-compressão (0,995)
  • 0,51: banzo de baixo, flexo-tração
  • 0,35: montante, por esbeltez
  • 0,81: banzo de cima com 1,15 mm, no ensaio