LSF (Light Steel Framing)
Tesouras como pórtico plano
A tesoura trabalha no próprio plano: dois banzos ligados por montantes e diagonais levam o peso do telhado e o vento até as paredes. Esta página mostra o que o motor confere em cada peça, de onde sai o comprimento de flambagem de cada uma e como ler o relatório de uma barra da tesoura.
Visão geral
Em Tesouras as tesouras da casa foram montadas, em Treliças aparecem os modelos de montantes e diagonais de uma treliça e em Telhado o telhado foi fechado com ripas e telhas. Lá o assunto era a geometria: onde cada peça nasce e como ela se liga às outras. Aqui é o que o motor confere nela.
Para o motor, cada tesoura é um conjunto de barras num plano vertical. Os banzos são contínuos e partidos nos nós. Montantes e diagonais são articulados nas pontas. As ripas não entram como barras: o peso que levam chega ao banzo de cima por área, e a posição delas diz onde esse banzo está travado.
O exemplo é a T2, uma tesoura comum da casa: vão de 7,00 m entre as paredes, inclinação de 30% e todas as peças em C 89x41/39x12x0.95, aço ZAR-280. Os números saíram do cálculo da casa inteira, na tela: 26 combinações e 1.113 pedaços de barra na lista Verificação de Barras.

- 7,00 m: vão da T2, de parede a parede
- 30 %: inclinação das duas águas
- 0,95 mm: espessura de todas as peças da tesoura
- 1,00: a maior razão da T2, no banzo de cima
Para que serve
A carga anda no plano da tesoura
A telha pousa nas ripas, e as ripas pousam no banzo de cima. Do banzo, a carga desce pelos nós: os montantes e as diagonais a levam ao banzo de baixo e aos apoios, sobre as paredes. O vento entra pelo mesmo caminho, como pressão nas águas. Tudo isso acontece no plano da tesoura, e é nesse plano que ela é forte.
Fora do plano, ela é uma peça fina que precisa de travamento. O desenho é a metade direita da T2, em escala, com o que trava cada banzo e o comprimento de flambagem que o motor dá a cada peça.
A ripa sai do modelo. No cálculo, a ripa não é uma barra. O peso do telhado e a sobrecarga chegam ao banzo de cima como carga distribuída, e a posição de cada ripa fica guardada para marcar onde o banzo está travado fora do plano.
O forro trava o banzo de baixo. Com forro aparafusado por baixo da tesoura, o banzo de baixo fica travado fora do plano a cada fixação, 30 cm na casa. A linha de travamento L1, que corre de parede a parede, trava os nós que ela cruza.
Cada peça com o seu papel e o seu comprimento
O rótulo de cada barra diz o que ela é. É por ele que você a encontra na lista Verificação de Barras, e é por ele que o motor escolhe como modelar a peça e de onde tira o comprimento de flambagem.
| Peça | No rótulo | O que faz | Como o motor a trata |
|---|---|---|---|
| banzo de cima | bs1, bs2 | As duas águas, da cumeeira ao beiral. Recebe as ripas. | Contínuo, partido nos nós. No plano, flamba no painel; fora dele, no maior vão entre ripas, terças ou caibros. |
| banzo de baixo | bi | A linha reta de apoio a apoio, que segura a abertura das águas. | Contínuo. No plano, o painel; fora dele, o maior vão entre nós travados, ou a fixação do forro quando é menor. |
| montante | m | Peça em pé entre os dois banzos. | Articulado nas pontas, K = 1: flamba na peça inteira. |
| diagonal | d | Peça inclinada entre os dois banzos. | Articulada nas pontas, K = 1: flamba na peça inteira. |
| travessa | L1:l | A linha de travamento que liga os banzos de baixo de uma tesoura a outra, de parede a parede. | Verificada como barra. Os nós em que cruza o banzo de baixo contam como travados. |
| ripa | r | Apoio da telha, sobre o banzo de cima. | Fora do modelo de cálculo. A posição dela dá o comprimento do banzo de cima fora do plano. |
- 38 cm: maior vão entre ripas: banzo de cima, fora do plano
- 109 cm: painel do banzo de cima: no plano
- 30 cm: fixação do forro: banzo de baixo, fora do plano
- 106 cm: montante m4 e diagonal d3 da T2: a peça inteira
Como ler o rótulo. TL:TL1:T2:bs2:6 é o telhado TL1, a tesoura T2, o banzo de cima do lado 2 e o pedaço 6 dessa cadeia (a contagem começa no zero). Todos os pedaços de bs2 formam um banzo só, e o motor os reconhece como cadeia.
A alma de través. Na tesoura como se fabrica, o banzo deita com a alma de través, e o eixo forte do perfil fica fora do plano. Por isso, no relatório do banzo, o Lx é o comprimento de fora do plano e o Ly é o painel. É o contrário do montante de parede.
O que a norma diz
Perfil formado a frio, item por item
As peças da tesoura são perfis Ue formados a frio, e o motor as verifica pela ABNT NBR 14762:2010. A NBR 16970-2:2022 entra com o limite de flecha do banzo. O quadro diz qual item responde por qual verificação do relatório da barra.
| Verificação na tela | Item | O que confere |
|---|---|---|
| Esbeltez, barra comprimida | 14762, 9.7.4 | O índice de esbeltez não passa de 200. É requisito: acima disso, reprova. |
| Esbeltez, barra tracionada | 14762, 9.6.3 | A norma recomenda não passar de 300. O motor informa o valor, com razão 0,00. |
| Tração | 14762, 9.6.2 | O menor entre o escoamento da seção bruta e a ruptura da seção líquida. |
| Compressão | 14762, 9.7.2 | Força axial resistente, com o fator de redução χ da flambagem global. |
| Flexão, eixo forte e fraco | 14762, 9.8.2 | Momento resistente: o menor entre início de escoamento, flambagem lateral com torção e distorcional. |
| Cisalhamento | 14762, 9.8.3 | Força cortante resistente da alma. |
| Flexo-compressão e flexo-tração | 14762, 9.9 | A força axial e os dois momentos ao mesmo tempo: a soma das três parcelas não passa de 1,0. |
| Escoamento da seção (linear) | 14762, 9.9 | A mesma soma, na seção, sem a amplificação dos momentos. |
| Flecha | 16970-2, 8.2 | Tabela 3: o banzo da tesoura entra como viga de cobertura, L/250. |
NBR 14762:2010 · 9.6.3 e 9.7.4.
Para a barra comprimida, o índice de esbeltez não deve passar de 200. Para a tracionada, a norma recomenda não passar de 300. A diferença aparece na tesoura, onde metade das almas comprime e metade traciona: o motor cobra a primeira e informa a segunda.
NBR 16970-2:2022 · 8.2.
A Tabela 3 dá os deslocamentos-limite das peças do LSF. O banzo de cima e o de baixo da tesoura ficam na linha das vigas de cobertura: L/250.
Uma combinação por vez. A esbeltez é conferida em cada combinação. A diagonal que traciona com o peso pode comprimir com o vento de baixo para cima, e aí vale o 200, na combinação em que ela comprime. A página Ler o resultado ensina a ler as siglas das combinações.
Duas verificações pesam mais na tesoura. No banzo de cima, a flexo-compressão: ele é comprimido pela treliça e, ao mesmo tempo, fletido entre os nós pelo peso das ripas e das telhas. Nas almas, a esbeltez: são peças retas, com força axial pequena e comprimento inteiro de flambagem.
Recomendação de projeto
1. Leia o banzo de cima pelo painel
Com a alma de través, o vão entre ripas cai no eixo forte do perfil. Na T2, 38 cm dão esbeltez de 10,7 fora do plano. No plano, o painel de 109 cm com o eixo fraco dá 72,4. Quem limita o banzo de cima é o painel, e o que encurta o painel é mais um montante ou mais uma diagonal.
2. Aparafuse o forro na tesoura
Sem forro, o banzo de baixo fica travado só nos nós travados: a parede onde pousa, o diafragma e a linha de travamento. Com o forro aparafusado por baixo, a trava cai para o espaçamento da fixação, 30 cm na casa.
3. Olhe as almas pela esbeltez
Montante e diagonal levam pouca força, e flambam na peça inteira. Na T2, o montante comprimido fica em 0,35 por esbeltez, e esse é também o pior montante e a pior diagonal da casa. Peça comprida no meio da tesoura é a primeira a conferir.
4. Espessura não corrige esbeltez
A esbeltez é o comprimento dividido pelo raio de giração, e a espessura quase não muda o raio. Para baixar a esbeltez, encurte a peça ou troque a seção.
5. Leia a tesoura pelo pior pedaço
O banzo é partido em um pedaço por painel, e cada um tem a sua razão. A utilização da tesoura é a do pior pedaço.
| Se a tesoura reprovar por | Mexa em |
|---|---|
| flexo-compressão no banzo de cima | perfil ou espessura da classe da tesoura, ou tesouras mais próximas, com menos telhado para cada uma |
| esbeltez do banzo de cima | painel mais curto: mais montantes e diagonais |
| esbeltez do montante ou da diagonal comprimida | peça mais curta, ou seção com raio de giração maior |
| esbeltez do banzo de baixo | forro aparafusado, ou linha de travamento |
O perfil é da classe. As peças do telhado não têm perfil próprio: usam o da classe. Trocar o perfil da classe Tesoura comum troca o de todos os banzos, montantes e diagonais das tesouras comuns de uma vez. O passo 7 mostra essa troca.
Passo a passo
1. Calcule e olhe a tesoura de lado
Com a casa completa, aperte Calcular. Depois gire o 3D até olhar o telhado ao longo da cumeeira: as tesouras aparecem de lado, uma atrás da outra, e a mais próxima fica na frente.

2. Ligue as cores
No card de resultados, o primeiro botão, com um ✓ verde e um × vermelho, mostra as cores OK/FALHA nas barras; parado sobre ele, a dica diz Cores de Verificação. No primeiro cálculo da obra, elas já ligam sozinhas. Verde passa, vermelho reprova. Na T2, todas as peças saem em verde, e a figura da visão geral é essa mesma vista com as cores ligadas.
Com as cores ligadas, o clique lê. Nesse modo, clicar numa barra abre o relatório dela em vez de selecioná-la. Para voltar a editar, desligue as cores no mesmo botão.
Verde não diz quanto sobra. Uma peça a 0,99 sai tão verde quanto uma a 0,10. Para saber a folga, abra o relatório ou a lista: é o que os próximos passos fazem.
3. Clique no banzo de cima e leia o relatório
Com as cores ligadas, clique no banzo de cima da T2, no lado direito, no último painel antes do apoio. Abre o Relatório Diagnóstico da Barra: o cabeçalho dá a peça, o perfil, o comprimento e a verificação governante; mais abaixo vêm os esforços nas pontas e as cargas que chegam nela, uma por caso.


- 1,00: flexo-compressão, a governante, em CB2
- 10,5 kN: compressão, contra 24,3 kN resistentes
- 17,9 kN·cm: momento no eixo fraco, contra 37,8
- 72,4: esbeltez, de um máximo de 200
CB2 é a combinação do peso: o peso próprio, o peso do telhado e a sobrecarga, todos multiplicados por 1,4. Nas cargas do relatório, todas as que chegam a esse pedaço são distribuídas e estão no plano da tesoura: o peso do telhado, a sobrecarga e o vento. Por isso o momento é no eixo fraco, o do plano, e o momento no eixo forte é praticamente zero.
4. Abra a lista Verificação de Barras
No mesmo card de resultados, o botão Verificação de Barras abre a lista de todos os pedaços calculados, com o rótulo, o perfil, a razão e a combinação. Clique numa linha e ela se abre em uma linha por verificação.

| Verificação | Na lista | O que diz |
|---|---|---|
| Esbeltez | 72,4 de 200 | o painel, no eixo fraco |
| Compressão | 10,5 de 24,3 kN (0,43) | a força da treliça |
| Flexão, eixo forte | 0,0 de 110,7 kN·cm | nada fora do plano |
| Flexão, eixo fraco | 17,9 de 37,8 kN·cm (0,47) | o peso entre os nós |
| Cisalhamento | 0,5 de 8,5 kN (0,06) | folgado |
| Flexo-compressão | 1,00, em CB2 | a soma, com o momento amplificado |
| Escoamento da seção | 0,91, em CB2 | a mesma soma, sem amplificar |
A compressão sozinha usa 0,43 da resistência, e a flexão no eixo fraco, 0,47. Somadas, dariam 0,90, perto do 0,91 do escoamento da seção, que é essa soma na seção, sem a flambagem. A flexo-compressão passa disso porque o motor amplifica o momento, como mostra o passo 5.
Tração com 0,00 no banzo de cima. O banzo de cima comprime nas combinações do peso. A linha de tração aparece com a resistência, 44,8 kN, e solicitação zero na combinação que governa. Com o vento de sucção, a força pode inverter, e o motor confere as duas.
5. Leia o cartão da flexo-compressão e o da esbeltez
No relatório, cada verificação tem um cartão com as resistências, as solicitações, o item da norma e a combinação. Os dois que explicam o banzo de cima são estes.

A parcela da força axial é Pr/Pc = 10,47/24,25 = 0,43. A do eixo fraco é o momento dividido pela resistência e por αny = 1 − Pr/Ney = 1 − 10,47/66,18 = 0,84: 17,92/(37,79 × 0,84) = 0,56. A soma dá 0,995. O cartão mostra 1,00 arredondado, e OK, porque não chega a 1. O banzo passa com meio por cento de folga.

O Ney de 66,18 kN vem do mesmo painel de 109 cm no eixo fraco. É ele que faz a amplificação crescer: quanto mais perto a compressão chega do Ney, menor o αny e maior a parcela do momento. Encurtar o painel ou engrossar o perfil sobe o Ney; o ensaio do passo 7 mostra quanto.
6. Clique no banzo de baixo, num montante e numa diagonal
O banzo de baixo da T2 traciona. No pedaço TL:TL1:T2:bi:15, de 1,00 m, a esbeltez vem com Lx = 30 cm, a fixação do forro, e Ly = 100 cm, o painel. O item é o 9.6.3: barra tracionada, valor informado, razão 0,00. Quem governa é a flexo-tração, 0,51: a tração usa 0,11 e o momento do peso que ele leva, 0,39.


O montante TL:TL1:T2:m4:0 e a diagonal TL:TL1:T2:d3:0 têm quase o mesmo comprimento, 106 cm, e o mesmo perfil. A esbeltez sai igual nos dois, 70,6. A diferença é a força: em CB2 o montante comprime e a diagonal traciona.


| Peça da T2 | Governa | Razão | Por quê |
|---|---|---|---|
| banzo de cima, bs2:6 | flexo-compressão | 1,00 (0,995) | compressão da treliça e peso entre os nós |
| banzo de baixo, bi:15 | flexo-tração | 0,51 | tração e o peso que pendura nele |
| montante, m4:0 | esbeltez | 0,35 | 106 cm comprimidos, K = 1 |
| diagonal, d3:0 | tração | 0,06 | 2,8 de 44,8 kN; a esbeltez só informa |
A flecha: o limite e como é medida
O banzo de cima e o de baixo da tesoura têm limite de flecha de L/250, a linha das vigas de cobertura da Tabela 3. O L é o do pedaço: o painel entre dois nós. A flecha é medida em cada pedaço, e não na tesoura inteira.
Medir no pedaço pede cuidado com o que conta. Com o peso e o vento, a tesoura inteira se move: os apoios descem com as paredes, os nós andam. Esse movimento não é flexão do banzo. Por isso o motor traça a corda entre as duas pontas do pedaço, já deslocadas, e mede a flecha a partir dela.
- L/250: limite do banzo, de cima e de baixo
- 4,4 mm: limite do pedaço bs2:6, de 1,09 m
- 0,26 mm: flecha desse pedaço, relativa à corda
- 28 mm: L/250 do vão de 7,00 m, para conferir à mão
O vão inteiro, à mão. A verificação por pedaço diz se o banzo flete entre os nós. A descida da tesoura inteira no meio do vão se confere à mão, como em Tesouras: L/250 sobre os 7,00 m da T2, ou 28 mm, comparados com o deslocamento do nó da cumeeira em relação aos apoios.
Ensaio: o mesmo perfil, com 1,15 mm
7. Troque a espessura da classe Tesoura comum e calcule
As peças do telhado usam o perfil da classe, e a classe se muda no painel Classes, que no modo LSF fica escondido. Passe para a aba Estrutura, abra Classes e clique na linha Tesoura comum. No formulário, abra o Perfil, escolha Dob e a família C e procure 89x41 1.15. Escolha C 89x41/39x12x1.15, aperte Salvar, volte à aba LSF e calcule.



| Na T2, lido nos cartões | Com 0,95 mm | Com 1,15 mm |
|---|---|---|
| banzo de cima, flexo-compressão | 0,995 | 0,81 |
| parcela da força axial, Pr/Pc | 10,47/24,25 = 0,43 | 10,62/30,77 = 0,35 |
| parcela do eixo fraco | 0,56 (αny = 0,84) | 0,46 (αny = 0,86) |
| banzo de baixo, flexo-tração | 0,51 | 0,43 |
| montante m4, esbeltez | 0,35 | 0,36 |
A resistência subiu mais que a solicitação, que cresceu um pouco com o peso próprio das peças mais grossas. A folga do banzo foi de meio por cento para 19%. O montante não melhorou: a esbeltez é geometria, e o raio de giração do perfil mais grosso é praticamente o mesmo.
Desfaça o ensaio antes de salvar. Para voltar, devolva a classe Tesoura comum ao C 89x41/39x12x0.95 pelo mesmo caminho e calcule de novo. Se a troca for para ficar, ela vale para todas as tesouras comuns, e o custo do aço sobe junto.
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- Ctrl+Enter
Calcular a obra
Manda a obra para o motor, como o botão Calcular.
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Passa ao 3D na última pose da câmera. Com a vista da parede aberta, fecha a vista.
Erros comuns
O que costuma enganar na tesoura
- Ler 1,00 como reprovação. O banzo de cima da T2 dá 0,995. A tela mostra 1,00, arredondado, e OK. Passa, mas sem folga: qualquer telha mais pesada ou tesoura mais espaçada o leva para o vermelho.
- Apertar as ripas para salvar o banzo de cima. Com a alma de través, o vão entre ripas trabalha no eixo forte, e dá esbeltez de 10,7. Quem governa é o painel, no eixo fraco, com 72,4.
- Engrossar a chapa para corrigir esbeltez. De 0,95 para 1,15 mm, o montante m4 foi de 0,35 para 0,36. Esbeltez se corrige com peça mais curta ou seção maior.
- Achar que a diagonal tracionada nunca comprime. A razão 0,00 da esbeltez vale para a combinação em que ela traciona. Com o vento de sucção a força pode inverter, e o motor cobra o 200 na combinação em que ela comprime.
- Esperar que a troca fique só numa tesoura. O perfil das peças do telhado é o da classe. Mudar a classe Tesoura comum muda todos os banzos, montantes e diagonais das tesouras comuns. A tesoura de oitão e o travamento do banzo têm classe própria e não mudam junto.
- Procurar a ripa na lista. A ripa não é verificada: ela sai do modelo de cálculo, e o peso que leva chega ao banzo por área. A posição dela é o que conta, no comprimento de flambagem do banzo de cima.
O que cada sinal quer dizer
| Na tela | Quer dizer |
|---|---|
| Esbeltez com item 9.7.4 | barra comprimida na combinação que governa; o limite é 200 e conta |
| Esbeltez com item 9.6.3 e razão 0,00 | barra tracionada; o 300 é recomendação, e o valor só informa |
| Lx menor que Ly no banzo | a alma de través: Lx é o comprimento de fora do plano |
| "amplificados por 1/(1 − N/Ne)" no cartão | o momento da análise de primeira ordem multiplicado pelo motor, a favor da segurança |
O que o motor confere
Confere a treliça que está desenhada
Cada peça da tesoura é uma barra do modelo, verificada pela NBR 14762 em cada uma das 26 combinações. A maior razão de todas governa e dá a cor da peça.
| Peça | O que o motor confere |
|---|---|
| banzo de cima (bs) | Compressão e esbeltez (9.7.2 e 9.7.4), com o painel no plano e, fora dele, o maior vão entre ripas, terças ou caibros; flexão nos dois eixos (9.8.2); cortante e momento com cortante (9.8.3 e 9.8.4); flexo-compressão com o momento amplificado (9.9); escoamento da seção; flecha L/250 em cada pedaço, medida a partir da corda. |
| banzo de baixo (bi) | Tração (9.6.2), esbeltez informada (9.6.3) e flexo-tração; as verificações de compressão na combinação em que ele comprime. Fora do plano, o comprimento cai para a fixação do forro quando ela é menor que o vão entre nós travados. Flecha L/250 em cada pedaço. |
| montante (m) e diagonal (d) | Articulados, K = 1, na peça inteira: tração ou compressão e esbeltez em cada combinação, com o limite de 200 quando a peça comprime e o 300 informado quando traciona. |
| travessa da linha L1 | Verificada como barra; os nós em que cruza o banzo de baixo contam como travados. |
| ripa | Fora do modelo: o peso chega ao banzo de cima por área, e a posição dela dá o comprimento do banzo de cima fora do plano. |
| todas | O campo de aplicação da norma (9.1.2, Tabela 4): largura sobre espessura de cada chapa. |
O que fica com o projetista
- As ligações da tesoura: banzos, montantes e diagonais entre si e a tesoura na parede (veja Painel de ligações).
- O esmagamento da alma no apoio da tesoura sobre a parede, no banzo e na guia.
- A flecha do vão inteiro: L/250 sobre os 7,00 m da T2, ou 28 mm, contra a descida do nó da cumeeira em relação aos apoios (veja Tesouras).
- O detalhe do travamento que o cálculo supõe: ripas, terças ou caibros no espaçamento desenhado, a linha L1 e a fixação do forro (veja Telhado).
Atalhos
- Ctrl+Enter
Calcular a obra
Manda a obra para o motor, como o botão Calcular.
Resumo
Onde ler cada coisa
| Quero saber | Onde |
|---|---|
| se a tesoura passa | as cores, com a tesoura de lado no 3D |
| por que um pedaço tem aquele número | o relatório da barra, pelo clique com as cores ligadas |
| todos os pedaços de um banzo | a lista Verificação de Barras |
| o comprimento de flambagem de cada eixo | o cartão Esbeltez do relatório: Lx e Ly |
| a flecha do vão inteiro | à mão: L/250 do vão, como em Tesouras |
O caminho, numa linha
Calcular → olhar a tesoura de lado no 3D → ligar as cores → clicar no banzo de cima e ler o relatório → abrir Verificação de Barras e conferir os pedaços → ler as almas pela esbeltez → conferir o vão à mão → mudar a classe, se preciso, e calcular de novo.
Os números da T2
- 1,00: banzo de cima, flexo-compressão (0,995)
- 0,51: banzo de baixo, flexo-tração
- 0,35: montante, por esbeltez
- 0,81: banzo de cima com 1,15 mm, no ensaio