LSF (Light Steel Framing)
Treliças
A treliça de parede mora no plano da parede, presa a uma guia, e trabalha como uma viga alta que vence o trecho em que falta montante embaixo. Esta página mostra a ferramenta Treliça do card LSF: os quatro modelos, inteira ou parcial, o sentido e a altura, o que ela grava na parede e o que o motor confere nela.
Visão geral
Uma viga treliçada dentro da parede
A Treliça tem botão próprio no card LSF. Ela nasce de uma guia da parede, a de topo ou a de base, e cresce para cima ou para baixo. A guia vira um dos banzos; a ferramenta acrescenta o outro, as diagonais e, conforme o modelo, os montantes. Por dentro da parede, os montantes que cruzam a faixa dela são cortados no banzo novo.
Ela não é a tesoura (veja Tesouras), que vence o vão da cobertura de parede a parede, nem a verga treliçada (veja Vergas), que mora na cabeça de uma abertura só. A treliça de parede corre ao longo da guia, inteira ou num trecho, e passa por cima de vãos, pilares e montantes.
Na casa do exemplo: T1, inteira, sob a guia de topo da parede do fundo, com 600 mm de altura, no modelo zigue-zague com montantes. O banzo dela fica a 2,20 m, exatamente no topo da verga da J3. A recomendação de projeto explica por que no fundo, e não na frente.
Perfilado ou engenheirado. As telas desta página mostram a obra perfilada, em que a treliça usa a guia U 92x38x0.95 no banzo, Ue 90x40x12x0.8 na diagonal e Ue 90x40x12x0.95 no montante. Na obra engenheirada, que é o padrão da obra nova, as barras saem do C 89x41 que a máquina forma: 0,95 mm no banzo e no montante, 0,75 mm na diagonal. A ferramenta, os modelos e as recusas funcionam igual nos dois casos (veja Aço e perfis).
Para que serve
Uma viga no plano da parede
A parede de LSF leva a carga para baixo pelos montantes, um a cada 60 cm. Onde falta montante (sobre um vão largo, sobre um pilar que para antes do topo, num trecho que precisa ficar livre), a guia sozinha não vence o vão. A treliça resolve no plano da parede: dois banzos paralelos, ligados por diagonais e montantes, formam uma viga com a altura que você escolher, e a carga anda pelas barras como força normal até os montantes inteiros.
A posição se lê em duas palavras: a guia (topo ou base) e o sentido (para cima ou para baixo). Guia de topo para baixo e guia de base para cima ficam por dentro da parede: o banzo novo é um I, duas guias costa com costa, e os montantes que cruzam a faixa são cortados nele. As outras duas ficam por fora: a treliça sobe acima do topo, ou desce abaixo da base, o banzo novo é uma guia só, e é a guia da parede que vira I no trecho.
Por dentro (à esquerda), o pedaço de montante dentro da faixa sai, e o que sobra embaixo é o TC. Por fora (à direita), os montantes ficam inteiros e a treliça fica acima da parede. Desenho nosso, sem escala.
Três treliças no LSF do CalcSteel
| Peça | Onde mora | O que vence | Onde |
|---|---|---|---|
| Tesoura | no topo das paredes, atravessando a casa | o vão da cobertura, de parede a parede | Tesouras |
| Verga treliçada | na cabeça de uma abertura | o vão de uma porta ou janela | Vergas |
| Treliça de parede | no plano da parede, presa a uma guia | a guia inteira, ou um trecho dela, por cima de vãos, pilares e montantes | esta página |
Por dentro ou por fora: por dentro, a treliça come altura da parede e precisa conviver com portas, janelas e pilares; por fora, ela não toca nos vãos, mas ocupa o espaço acima (ou abaixo) da parede, onde pode haver outra parede ou o chão.
Quatro modelos, quatro barras
A caixa oferece quatro modelos. No zigue-zague há só diagonais, alternando de um banzo ao outro, e montante de treliça apenas nas bordas soltas. O zigue-zague com montantes põe um montante em cada nó. Pratt e Howe também têm montante em cada nó e diferem no sentido das diagonais: no Pratt elas descem do banzo de cima em direção ao centro; no Howe, sobem. No mercado Brasil, o padrão é o zigue-zague com montantes.
Os quatro modelos por dentro, sob a guia de topo, com os nós sobre os montantes da parede. Desenho nosso, sem escala.
O que a treliça grava na parede
| Barra | O que é | Perfil | No cálculo |
|---|---|---|---|
| TB | o banzo novo. Por dentro, um I de duas guias costa com costa, partido na face de cada montante que fica inteiro. Por fora, uma guia só | o da guia (Banzo, na caixa) | banzo: flecha a L/250 entre nós; no plano da parede, flamba entre nós |
| TD | uma diagonal por painel, assentada na face do banzo | o da diagonal | alma de treliça, articulada nas duas pontas |
| TM | o montante da treliça, em cada nó (no zigue-zague, só nas bordas soltas) | o do montante | alma de treliça, articulada nas duas pontas |
| TC | o pedaço que sobra do montante da parede cortado por uma treliça por dentro | o do montante da parede | montante: flecha a h/300 na corda |
A guia da parede não ganha rótulo novo: ela é o outro banzo. Por dentro, onde há montante inteiro da parede no nó (o de ponta, o de encontro, o que marca a borda do trecho), não entra TM: o montante da parede já é o poste daquele nó.
O que a norma diz
Contenção, alinhamento e flecha
A NBR 16970-2 não tem uma seção própria para a treliça de parede. Ela aparece em quatro pontos, e cada barra é dimensionada pela NBR 14762.
NBR 16970-2 · 3.12.
Define a contenção lateral como o componente que restringe os deslocamentos e a distorção do painel, e cita entre os meios as treliças verticais. Na conferência da obra, a diagonal de uma treliça que vai de guia a guia conta como contraventamento, ao lado da fita em X; a treliça em faixa, como a T1, trabalha como viga (veja o que o motor confere).
NBR 16970-2 · 4.1.
Os montantes de um pavimento ficam alinhados com os do pavimento de baixo, com as vigas de entrepiso e com a estrutura do telhado. Na treliça, o checkbox Montantes no alinhamento da parede põe os nós sobre os montantes que já existem.
NBR 16970-2 · 4.8 g.
Os desenhos do projeto mostram as emendas e os reforços de perfis e os nós típicos das treliças. A ferramenta desenha as barras; o detalhe do nó é do projeto.
NBR 16970-2 · 4.9 e 8.2, Tabela 3.
Análise e dimensionamento pelas NBR 14762 e NBR 8800. A Tabela 3 dá L/250 para vigas de cobertura, L/350 para piso e L/500 para vigas que suportam pilares ou painéis de parede, com L o vão teórico entre apoios.
NBR 14762 · 9.7.4 e 9.6.3.
O índice de esbeltez das barras comprimidas não passa de 200; para as tracionadas, recomenda-se até 300. Numa treliça, quem decide a esbeltez é o comprimento entre nós: daí a importância do alinhamento e da altura.
NBR 14762 · Anexo D.
Barras sem enrijecedor sujeitas a força concentrada: o esmagamento da alma. Vale onde uma força concentrada chega à alma de um perfil, como o montante apoiado na alma da guia.
O que a norma não diz
| Valor | De onde vem |
|---|---|
| Zigue-zague com montantes | regra do mercado Brasil, gravada na configuração do CalcSteel: a treliça nasce com montantes, na ferramenta e na IA |
| 600 mm de altura, mínimo 150 | constantes da ferramenta, não da norma |
| Trecho mínimo de 30 cm | constante da ferramenta: trecho mais curto não é treliça |
| 30 cm de montante que sobram | constante da ferramenta: por dentro, a treliça deixa ao menos isso de parede |
| Diagonal de 30° a 60° | regra do mercado Brasil para o pilar treliçado (Pilares); na treliça de parede, o ângulo fica com o projetista |
Recomendação de projeto
Onde a treliça entra na casa do exemplo
A casa de 9 x 7 m do exemplo não precisa de treliça para ficar de pé: cada vão tem verga, e as tesouras (veja Tesouras) pousam sobre montantes. A pergunta é outra: se o projeto pedir uma viga treliçada no topo de uma parede, em qual delas ela entra sem desmanchar o que já está lançado? A ferramenta responde pelas recusas e pelo que muda ao gravar.
As duas paredes compridas vistas de fora, com as alturas medidas na captura. Desenho nosso, sem escala.
Fundo, inteira: entra
- A verga da J3 vai a 2,20 m, onde fica o banzo de uma treliça de 600 mm: o requadro para nele e a treliça passa inteira.
- Não há pilar para encolher, nem montante curto sobrando.
- Os TM caem sobre os TC, e as tesouras, a 0,60 e 1,20 m da quina, pousam sobre dois deles.
- É o lançamento que a IA faz no automático: guia de topo, para baixo, 600 mm.
Frente: desmancha
- A 600 mm o banzo fica a 2,20 m, abaixo da verga da P1, que vai a 2,30 m: recusada.
- A 500 mm passa, mas o PL1 para no banzo e perde uma diagonal e um montante.
- Sobre a J1, cuja verga vai a 2,20 m, sobram dois montantes de 10 cm até o banzo.
- Parcial, à direita da porta, também passa, e o PL1 encolhe do mesmo jeito.
Os limites da escolha. A J3 está no limite: com verga mais alta, ou treliça mais alta, o fundo recusa também. Sobre a J3 o painel tem 1,22 m livres: confira o ângulo da diagonal ali. Sem os montantes no alinhamento, entram dois nós a mais sobre a J3.
Passo a passo
As capturas partem da casa do exemplo como ficou em Travamento: perímetro, internas, aberturas, vergas, PL1, F1 e travamento. As tesouras (veja Tesouras) ficam fora das imagens e não mudam nada aqui: a treliça fica abaixo da guia de topo, e as tesouras, em cima dela.
1. Abra a vista do fundo
Na planta, selecione a parede do fundo e clique em Abrir vista no card dela, no rodapé. A vista mostra a Parede 5 de fora: a J3 à esquerda, a interna no meio, onde o montante de encontro fica inteiro.
2. Arme a Treliça
No card LSF, clique Treliça. A caixa abre com o modelo do mercado, Inteira, 600 mm e o alinhamento marcado. O rodapé dela diz o passo: passe o mouse numa guia · Esc cancela.
3. Passe o mouse na guia: o lado do cursor é o sentido
Com o cursor logo abaixo da guia de topo, o fantasma laranja aparece por dentro, para baixo. Logo acima, aparece por fora, para cima. A caixa não muda: quem decide é o lado do cursor.


4. Clique: a T1 gravada
O clique grava a treliça num passo do desfazer, seleciona a treliça nova e desarma a ferramenta. No fundo, a 600 mm, ela grava 12 TC, 2 TB, 14 TM e 16 TD. O TB sai em dois pedaços porque para na face do montante da interna, que fica inteiro.


5. Confira a J3
A verga da J3 vai até 2,20 m, o nível do banzo. O requadro dela para ali: o montante da ombreira vai do chão até o banzo, e acima dele entra um TM até a guia. Sobre o vão não há montante, então a treliça faz um painel longo, com uma diagonal só.
6. Troque o modelo, e o alinhamento
Com a T1 selecionada, os quatro botões do inspetor trocam o modelo sem relançar. O corte da parede não depende do modelo: TB e TC ficam em 2 e 12. Mudam os montantes e as diagonais.
| Na T1, 600 mm | TM | TD |
|---|---|---|
| Zigue-zague com montantes | 14 | 16 |
| Pratt | 14 | 16 |
| Howe | 14 | 16 |
| Zigue-zague | 0 | 16 |
| Com montantes, sem alinhamento | 16 | 18 |
No zigue-zague o TM só entra nas bordas soltas, e as duas pontas da T1 são montantes inteiros: sobra zero. Sem o alinhamento, os nós dividem o trecho em painéis do tamanho da altura (9,00 m / 0,60 m = 15 painéis). Na parede do fundo essa grade coincide com os montantes, menos sobre a J3: lá entram dois nós a mais.





7. Tente a frente, e desfaça
Na vista da frente, a mesma treliça de 600 mm fica vermelha, e a caixa diz: o banzo dela fica abaixo da verga de uma porta ou janela desta parede. A verga da P1 vai a 2,30 m; o banzo ficaria a 2,20.
Com 500 mm o banzo sobe a 2,30 m, o topo da verga da P1, e a treliça passa. Ao gravar, o passe da parede refaz tudo o que ela cruza: o PL1 para no banzo, e a diagonal e o montante que ficavam acima saem; sobre a J1, que tem verga até 2,20 m, sobram dois montantes de 10 cm.


Ctrl + Z desfaz a gravação num passo só: a frente volta com o PL1 inteiro e sem os montantes curtos. É o que o exemplo faz, e a T1 fica no fundo.
8. Parcial: guia, montante e quadrante
Em Parcial, a treliça nasce de um montante e vai até outro montante ou até a ponta da guia. São três cliques, e o rodapé da caixa acompanha cada um: clique a guia, clique o montante de onde ela nasce, clique o quadrante. O quadrante diz os dois lados de uma vez: para a esquerda ou para a direita do montante, para cima ou para baixo da guia. Dentro dele, o montante (ou o banzo de pilar) mais perto do cursor é o fim; perto da ponta da parede, a treliça corre até a ponta. Esc volta um passo.
Os quatro quadrantes em torno do montante escolhido. Desenho nosso, sem escala.
Na frente, a parcial de 600 mm que nasce à direita da porta e corre até a ponta da guia passa, porque a P1 fica fora do trecho. Ela grava 6 TC, 10 TM e 12 TD, e o TB de novo em dois pedaços, partido na interna. O PL1 também encolhe, agora até 2,20 m. O lançamento escolhido fica na caixa: a próxima treliça já começa em Parcial.
9. Mude a altura pela cota
Com a treliça selecionada, a vista mostra a cota da altura (e, na parcial, a do comprimento). Clique o número: ele vira campo. Enter grava e Esc desiste. O que não cabe é recusado ali mesmo: o campo fica vermelho, e o motivo aparece ao passar o mouse.


10. Confira no 3D
Volte ao 3D. A T1 fica no plano da parede do fundo, logo abaixo da guia de topo. É sobre essa guia que as tesouras pousam (veja Tesouras): as duas peças não se tocam, e cada uma tem o seu nível.


Atalhos
- U↵
Treliça
Lança uma treliça plana na guia da parede.
- AV↵
Vista da parede
Abre a elevação da parede selecionada, lida de fora. De novo, volta.
com uma parede selecionada
- PL↵
Ver a planta
Passa à planta. Com a vista da parede aberta, fecha a vista e deixa a parede selecionada.
- Home
Ver em 3D
Passa ao 3D na última pose da câmera. Com a vista da parede aberta, fecha a vista.
Parâmetros
A caixa, o inspetor e as cotas
A caixa Treliça
| Campo | O que faz | Padrão |
|---|---|---|
| Modelo | Zigue-zague, Zigue-zague com montantes, Pratt ou Howe | o do mercado: com montantes, no Brasil |
| Lançamento | Inteira: a guia toda, acima ou abaixo do cursor. Parcial: do montante até o montante mais perto do cursor, ou até a ponta da guia, no quadrante | Inteira |
| Altura | em mm, de 10 em 10; abaixo de 150, o campo volta a 150 ao sair dele | 600 mm |
| Montantes no alinhamento | marcado, os nós caem sobre os montantes da parede; desmarcado, ficam espaçados pela altura, em painéis quase quadrados | marcado |
| Perfis | Banzo (o da guia), Diagonal e Montante, só leitura: vêm da configuração da obra, pelo link Alterar na configuração da obra | na obra perfilada, U 92x38x0.95, Ue 90x40x12x0.8 e Ue 90x40x12x0.95; na engenheirada, C 89x41 de 0,95, 0,75 e 0,95 mm |
O inspetor

| Item | O que mostra ou faz |
|---|---|
| Cabeçalho | o nome (T1-V5), a pílula Inteira ou Parcial, a guia, o sentido e a parede |
| Modelo | os mesmos quatro botões; troca sem relançar |
| Altura e comprimento | campos em mm; o que não cabe volta com o motivo da recusa |
| Excluir | apaga a treliça (também pela tecla Delete) e devolve os montantes que ela cortou |
Os números que não estão na caixa
- 150 mm: altura mínima
- 30 cm: trecho mínimo de treliça
- 30 cm: de montante que sobram por dentro
- 5 cm: painel mais estreito que isso não leva diagonal
Atalhos
- U↵
Treliça
Lança uma treliça plana na guia da parede.
- Del/⌫
Apagar a seleção
Apaga as paredes, peças ou barras selecionadas.
com seleção
Erros comuns e recusas
Oito motivos, com o texto da tela
A recusa aparece em vermelho na caixa, com o fantasma em vermelho, e o clique não grava nada. Pela cota, o campo fica vermelho com o mesmo texto; pelo inspetor, o texto aparece como aviso.
- "trecho curto demais para uma treliça (mínimo 30 cm)". A parcial nasceu de um montante perto demais da ponta, ou o comprimento digitado é curto. Conserto: outro montante, ou um comprimento maior.
- "altura abaixo do mínimo (150 mm)". Só pela cota ou pelo inspetor: a caixa já devolve 150 quando se digita menos. Conserto: 150 mm ou mais.
- "mais alta que a parede: sobram menos de 30 cm de montante". Por dentro, a altura passa do pé-direito menos 30 cm: na casa do exemplo, de 2,50 m. A captura pediu 2.600 mm. Conserto: treliça mais baixa, ou por fora.
- "o banzo dela fica abaixo da verga de uma porta ou janela desta parede". Por dentro, um vão cruza o trecho e a verga dele passa do banzo. Na guia de base, para cima, qualquer vão que cruze o trecho recusa, mesmo a janela com peitoril acima da treliça. Conserto: altura menor, parcial fora do vão, ou por fora.
- "bate noutra treliça desta parede". As faixas de duas treliças se cruzam no comprimento e na altura. Conserto: mude a altura, o trecho, ou apague a outra.
- "o pilar embaixo encolheria até o banzo dela e a diagonal sairia do ângulo do mercado (30° a 60°): mude a altura da treliça". Um pilar treliçado sob a faixa ficaria baixo demais para a regra do pilar. Conserto: o que o texto diz, ou parcial fora do pilar.
- "entra noutra parede (a de cima ou a de baixo)". Por fora, a faixa invade uma parede na mesma linha, no pavimento de cima ou de baixo. Conserto: por dentro, ou mais baixa.
- "desceria abaixo do chão". Guia de base, para baixo, no térreo. Conserto: para cima, por dentro.
O que o motor confere
Barra a barra, e a treliça inteira
As barras da treliça entram no modelo do motor como as outras barras da parede, com hipóteses próprias para cada uma. Elas valem para toda treliça de parede, lançada à mão ou pela IA.
| Barra | Hipótese no modelo | Flecha |
|---|---|---|
| TB | banzo contínuo. Ly, Lt e Lb vão de nó a nó, onde chegam TD, TM e TC: o plano da parede é o eixo fraco do banzo deitado. Lx, fora do plano, é o banzo inteiro | L/250, com L o trecho entre nós, medida na corda |
| TD e TM | alma de treliça, articulada nas duas pontas | h/300, com h o comprimento da barra, medida na corda |
| TC | montante, como os da parede: Lx é o pedaço; Ly, Lt e Lb, o maior intervalo entre as linhas de travamento que o cruzam | h/300, na corda |
A treliça inteira
Além da flecha de cada barra, o motor confere a treliça como viga que suporta painel de parede: o maior afastamento dos nós do TB em relação à reta entre as pontas dele, nas combinações de serviço, contra L/500, com L o comprimento do TB (Tabela 3 da NBR 16970-2). Acima do limite, a análise acusa o excesso.
Contraventamento
A conferência da obra avisa, por direção da planta, quando falta contraventamento. A diagonal de uma treliça que vai de guia a guia conta, como a fita em X. A treliça em faixa, entre a guia e o banzo novo, como a T1, trabalha como viga e não entra nessa conta. É uma conferência de presença; quem mede o efeito é a análise.
Pilar e vão sob o banzo
O pilar treliçado sob uma treliça por dentro para no banzo, e o banzo vira o apoio dele. O requadro de um vão que termina no banzo para ali, e a treliça passa inteira por cima.
As hipóteses desta seção são as da obra nova: o CalcSteel versiona o cálculo, e o resultado de obra antiga não muda sozinho.
O que fica com o projetista
- O esmagamento da alma (NBR 14762, Anexo D) nos nós da treliça: o TC sob o banzo novo e o TM no banzo ou na guia. O motor aplica o Anexo D à verga sobre o jack, ao pé e à cabeça do montante na guia da parede (o pé do TC entra aqui) e às vigas de bordo e de piso.
- O ângulo das diagonais, em especial nos painéis sobre os vãos.
- As ligações dos nós (veja Painel de ligações).
Lendo o resultado: a treliça de parede entra na análise barra a barra: o banzo tem flecha conferida entre nós, as almas na corda, e a treliça inteira contra L/500. Os nós e as ligações ficam com o projetista, como pede o item 4.8 g da NBR 16970-2.
Atalhos
- Ctrl+Enter
Calcular a obra
Manda a obra para o motor, como o botão Calcular.
Resumo
O caminho, numa linha
Planta → parede → Abrir vista → card LSF → Treliça → modelo, lançamento e altura → cursor abaixo ou acima da guia → clique → inspetor: modelo e alinhamento → cota para a altura → 3D.
O exemplo até aqui
- 1: treliça, T1, no fundo
- 600 mm: de altura, com montantes
- 2,20 m: o banzo, no topo da verga da J3
- 44: barras: 12 TC, 2 TB, 14 TM e 16 TD










