CalcSteel · ToolsMesmo motor das páginas de perfisCompara com o banco de 1.309 perfis

Calculadora de Momento de Inércia

Ix, Iy, módulo de resistência, raio de giração e centroide para 9 seções transversais, mais um construtor de seção personalizada grátis (chapas soldadas ou qualquer polígono) — desenho em escala e comparação ao vivo com o banco de 1.309 perfis do CalcSteel.

xyCGh = 200 mmb = 100 mmtf = 8.5 mmtw = 5.6 mmdrawn to scale · 1 px ≈ 1.00 mm

Formula — hover a variable to highlight it on the drawing

Ix = [ b·h³ − (btw)·hw³ ] / 12= 1,845.6 cm⁴(hw = h − 2·tf)

Iy = [ 2·tf·b³ + hw·tw³ ] / 12= 141.9 cm⁴

Root fillets are neglected — rolled-section tables run 1–5% higher on Ix.

Parallel-axis theorem, live — Ix = Σ ( I₀ + A·d² )

PartA (cm²)d (cm)I₀ (cm⁴)A·d² (cm⁴)I₀ + A·d² (cm⁴)
Web10.2502860286
Flange (top)8.59.580.512779.3779.8
Flange (bottom)8.59.580.512779.3779.8
Σ = Ix2871,558.61,845.6

Exact rectangle parts (web + two flanges) about the section centroid — the flange A·d² transfer terms are the whole story of the I-beam. Change any dimension above and watch the table re-derive.

Section properties

Moment of inertia Ix

1,845.6 cm⁴

1.846 × 10⁷ mm⁴

Moment of inertia Iy

141.9 cm⁴

1.419 × 10⁶ mm⁴

Area A

27.25 cm²

Mass

21.39 kg/m

Section modulus Sx

184.6 cm³

Section modulus Sy

28.39 cm³

Plastic modulus Zx

209.7 cm³

Plastic modulus Zy

43.93 cm³

Radius of gyration rx

8.23 cm

Radius of gyration ry

2.28 cm

Centroid x̄ (from left)

50 mm

Centroid ȳ (from bottom)

100 mm

Local slenderness — NBR 8800 / AISC 360 fingerprint

fyMPa

Flange

λ = b / 2·tf = 5.88

λp = 10.75 · λr = 28.28

Compact

Web

λ = hw / tw = 32.68

λp = 106.3 · λr = 161.2

Compact

Flexure limits per AISC 360 Table B4.1b (≈ NBR 8800 Annex F), fy = 250 MPa, E = 200 GPa — λp/λr scale with √(E/fy). Compact sections reach the full plastic moment Mp = Z·fy; non-compact and slender elements are capped by local buckling.

Closest standard profiles — matched by Ix against 876 real catalog sections

Same 1,309-profile database that powers the CalcSteel 3D editor and profile pages — ABNT cold-formed (Ue, U, rounds), AISC (W, HSS, L, Pipe), European (IPE, HEA, HEB, HEM, UPN) and Indian (ISMB/ISMC) series. Opening a match carries your custom section along as the comparison baseline.

O que é o momento de inércia de uma seção?

O momento de inércia de uma seção transversal — a rigor, o momento de inércia de área (ou segundo momento de área), símbolo I — mede como o material da seção está distribuído em relação a um eixo que passa pelo centroide. É a grandeza geométrica que decide a rigidez e a resistência de uma barra à flexão:

  • A flecha de uma viga é inversamente proporcional a I: dobrar Ix reduz a flecha à metade (δ = 5qL⁴/384EI para uma viga biapoiada com carga uniformemente distribuída).
  • A tensão de flexão também é inversamente proporcional a ele: σ = M·c/I, onde M é o momento fletor e c a distância da linha neutra à fibra mais afastada.
  • A flambagem de um pilar depende do valor no eixo de menor inércia: Pcr = π²E·Iy/L².

Como a contribuição de cada fibra cresce com o quadrado da distância ao eixo (I = ∫y²dA), o material afastado do centroide é enormemente mais eficiente do que o material próximo dele. É exatamente por isso que o perfil I existe: ele concentra quase todo o aço em duas mesas, o mais longe possível da linha neutra. A seção carregada por padrão acima (um perfil I com as dimensões do IPE 200) coloca 62% da área nas mesas e obtém Ix = 1 845.6 cm⁴ com apenas 27.2 cm² de aço — uma barra quadrada maciça com a mesma área chegaria a só ~62 cm⁴, trinta vezes menos.

Todas as seções aqui reportam os dois eixos. Ix (eixo de maior inércia) governa a flexão de vigas com carga vertical; Iy (eixo de menor inércia) governa o comportamento à flambagem lateral com torção e a flambagem de pilares. Uma seção generosa em Ix pode ser perigosamente flexível em Iy — o perfil I acima tem Iy = 141.9 cm⁴, 13× menor que o seu Ix.

Fórmulas de momento de inércia para cada seção

SeçãoÁrea AIx (maior inércia)Iy (menor inércia)
Retângulo b × hb·hb·h³ / 12h·b³ / 12
Barra redonda Ø dπ·d² / 4π·d⁴ / 64π·d⁴ / 64
Tubo circular d × tπ·(d² − dᵢ²) / 4π·(d⁴ − dᵢ⁴) / 64π·(d⁴ − dᵢ⁴) / 64
Tubo retangular h × b × tb·h − bᵢ·hᵢ(b·h³ − bᵢ·hᵢ³) / 12(h·b³ − hᵢ·bᵢ³) / 12
Tubo quadrado b × tb² − bᵢ²(b⁴ − bᵢ⁴) / 12(b⁴ − bᵢ⁴) / 12
Perfil I / H h × b × tw × tf2·b·tf + hw·tw[b·h³ − (b − tw)·hw³] / 12(2·tf·b³ + hw·tw³) / 12
Perfil U h × b × tt·(h + 2b) aprox.Σ (I₀ + A·d²)Σ (I₀ + A·d²) em torno de x̄
Ue (U enrijecido) h × b × c × tt·(h + 2b + 2c) aprox.Σ (I₀ + A·d²)Σ (I₀ + A·d²) em torno de x̄
Cantoneira L h × b × tt·(h + b − t)Σ (I₀ + A·d²) em torno de ȳΣ (I₀ + A·d²) em torno de x̄

O subscrito indica a dimensão interna (vazada): bᵢ = b − 2t, hᵢ = h − 2t, dᵢ = d − 2t; hw = h − 2tf é a altura livre da alma do perfil I. Para o perfil U, o Ue e a cantoneira não existe fórmula fechada compacta — a seção é decomposta em retângulos e somada com o teorema dos eixos paralelos, exatamente o que a calculadora faz.

O teorema dos eixos paralelos (e quando você precisa dele)

Para seções simétricas como retângulos e tubos, a fórmula tabelada em relação ao centroide resolve tudo. Mas no momento em que a seção é composta por partes — um perfil U, uma cantoneira, uma viga de chapas soldadas — o centroide de cada parte deixa de coincidir com o eixo da seção completa. O teorema dos eixos paralelos (teorema de Steiner) transporta a inércia de cada parte para o eixo centroidal comum:

I = I₀ + A·d²

onde I₀ é a inércia da parte em relação ao próprio centroide, A a sua área e d a distância entre os dois eixos paralelos.

Tome a seção Ue padrão (h = 150, b = 60, c = 20, t = 2.66 mm) como exemplo concreto do que a calculadora faz internamente, usando as dimensões de linha média de parede fina (h′ = 147.34 mm):

  1. Alma: I₀ = t·h′³/12 = 2.66 × 147.34³/12 = 70.9 × 10⁴ mm⁴, d = 0 → sem parcela de transporte.
  2. Cada mesa: uma faixa fina de área A = b′·t = 57.34 × 2.66 = 152.5 mm² situada a d ≈ h′/2 = 73.67 mm do eixo. O I₀ próprio (≈ b′t³/12) é desprezível — o que manda é a parcela A·d² ≈ 152.5 mm² × 73.67² ≈ 82.7 × 10⁴ mm⁴ por mesa.
  3. Cada enrijecedor de borda: área pequena, mas ainda longe do eixo → mais uma contribuição relevante de A·d².

Somando as cinco partes chega-se a Ix ≈ 277.9 × 10⁴ mm⁴ = 277.9 cm⁴ — exatamente o que a ferramenta reporta se você selecionar a seção Ue. A lição é geral: em seções compostas, as parcelas de transporte A·d² dominam; os I₀ próprios das partes costumam ser ruído de arredondamento. É também por isso que os enrijecedores de borda de um perfil Ue formado a frio custam tão pouco e rendem tanto.

Módulo de resistência, raio de giração e centroide

A calculadora reporta o conjunto completo de propriedades de primeira ordem, porque no projeto real você nunca usa o Ix sozinho:

  • O módulo de resistência elástico S = I/c (cm³ ou in³) converte inércia diretamente em tensão: σ = M/S. Na notação da NBR 8800 ele aparece como W — é a mesma grandeza (aqui mantemos S, notação AISC, igual à do motor). O Sx usa a distância c da linha neutra à fibra mais afastada — para seções assimétricas (cantoneira, perfil U) a calculadora adota o maior c, que dá o lado de tensão governante, a favor da segurança.
  • O módulo de resistência plástico Z é o equivalente totalmente plastificado, usado para seções compactas no dimensionamento em estados-limites (Mp = Z·fy), como na NBR 8800 e no AISC 360. A razão Z/S é o fator de forma: 1.5 para o retângulo, ≈ 1.12–1.15 para perfis I e ≈ 1.8–2.2 para cantoneiras. Para a cantoneira, o perfil U e o Ue, a calculadora computa o módulo plástico verdadeiro localizando a linha neutra plástica (de áreas iguais) da decomposição exata em retângulos — sem chute de fator de forma.
  • O raio de giração r = √(I/A) (cm ou in) é o número do projetista de pilares: o índice de esbeltez λ = KL/r alimenta todas as curvas de flambagem da NBR 8800, do AISC 360 e do EC3. Repare como o ry do eixo de menor inércia do perfil I padrão (2.28 cm) é quase 4× menor que o rx — por isso pilares flambam em torno do eixo de menor inércia, a menos que você o contravente.
  • O centroide (x̄, ȳ) localiza a linha neutra. Para seções com dupla simetria ele é trivialmente o centro; para o perfil U, o Ue e a cantoneira o desenho acima cota x̄ (e ȳ para a cantoneira) explicitamente — observe-o se deslocar quando você muda a largura da mesa.
  • A massa por metro (A × 7 850 kg/m³) transforma qualquer comparação em dinheiro: rigidez por quilograma é a moeda real do projeto em aço.

Unidades: mm⁴, cm⁴, m⁴ e in⁴

DeEquivale a
1 cm⁴10 000 mm⁴ = 10⁻⁸ m⁴
1 m⁴10⁸ cm⁴ = 10¹² mm⁴
1 in⁴41.6231 cm⁴ = 416 231 mm⁴
1 cm⁴0.024025 in⁴
1 in³ (módulo)16.3871 cm³
1 in² (área)6.4516 cm²

As tabelas de aço brasileiras (ABNT/Gerdau) e europeias listam I em cm⁴ e o módulo em cm³; as americanas (AISC) usam in⁴ e in³. Misturar as duas é a fonte de erro mais comum em cálculo manual — um valor em mm⁴ é 10 000× o mesmo valor em cm⁴. Memórias de cálculo antigas ainda trazem tensões em kgf/cm² — a conversão consagrada é 1 kgf ≈ 9.81 N (1 000 kgf/cm² ≈ 98.1 MPa), mas o I em cm⁴ não muda: é grandeza puramente geométrica. O seletor SI ⇄ imperial acima converte todos os resultados, cotas do desenho e perfis equivalentes de forma consistente, para você nunca converter na mão.

Da seção personalizada ao perfil de catálogo real

Um número de momento de inércia raramente é o fim da história — a pergunta prática é "qual perfil eu efetivamente compro?". É isso que o painel de perfis padronizados mais próximos responde: a sua seção personalizada é comparada por Ix com o banco vivo de 1.309 perfis do CalcSteel — o mesmo que alimenta o editor 3D: perfis brasileiros formados a frio da NBR 6355 (Ue, U, barras redondas), AISC (W, HSS, L, Pipe), europeus (IPE, HEA, HEB, HEM, UPN) e indianos (ISMB/ISMC) — e os três mais próximos aparecem com link direto para as suas páginas de perfil, onde você roda as verificações normativas completas (NBR 8800, AISC 360, EC3) e exporta a memória de cálculo em PDF. Cada correspondência mostra também o desvio de Iy e o ranking de peso, e uma restrição opcional de altura máxima filtra o catálogo quando a sua seção precisa caber num forro ou numa fiada de alvenaria.

A comparação roda no mesmo motor de seção dessas páginas, então os números coincidem por construção. Verificação que você pode reproduzir agora: entre h = 200, b = 100, tw = 5.6, tf = 8.5 mm na seção I/H. O motor retorna Ix = 1 845.59 cm⁴ e o 1º da lista é o IPE 200 com Δ 0.0% — porque essas são as dimensões do IPE 200.

Uma ressalva honesta embutida na ferramenta: as fórmulas fechadas de seção desprezam os raios de concordância alma-mesa (perfis laminados) e os raios de dobra (formados a frio). As tabelas de fabricante que os incluem ficam cerca de 1–5% acima no Ix (IPE 200 tabelado: 1 943 cm⁴ incluindo os seus raios r = 12 mm). Para comparações de rigidez e pré-dimensionamento isso está folgadamente dentro da tolerância de engenharia — e é a favor da segurança.

Exemplo resolvido

Retângulo 100 × 200 mm — o clássico bh³/12

Dados

  • Largura b = 100 mm
  • Altura h = 200 mm
  • Seção: retângulo maciço
  1. 1. Área

    A = b·h = 100 × 200

    20 000 mm² = 200 cm²

  2. 2. Momento de inércia no eixo de maior inércia

    Ix = b·h³/12 = 100 × 200³ / 12

    66.67 × 10⁶ mm⁴ = 6 666.67 cm⁴

  3. 3. Módulo de resistência elástico

    Sx = Ix / (h/2) = 66.67×10⁶ / 100

    666.67 × 10³ mm³ = 666.67 cm³

  4. 4. Raio de giração

    rx = √(Ix/A) = √(66.67×10⁶ / 20 000) = h/√12

    57.74 mm

Resultado

Ix = 66.67 × 10⁶ mm⁴ = 6 666.67 cm⁴ · Sx = 666.67 cm³ · rx = 57.74 mm

Perguntas frequentes

"Momento de inércia" é o mesmo que "momento de inércia de área"?

Na engenharia de estruturas, sim — o I das fórmulas de flexão é o momento de inércia de área (segundo momento de área, unidades mm⁴, cm⁴ ou in⁴), uma propriedade puramente geométrica. Não confunda com o momento de inércia de massa (kg·m²) usado em dinâmica. Calculadoras, normas e tabelas de aço dizem "momento de inércia" e se referem ao momento de inércia de área.

Essa calculadora vale para projetos pela NBR 8800?

Sim. O momento de inércia é grandeza geométrica, igual em qualquer norma — o que muda é como cada norma o usa. A ferramenta reporta as propriedades que a NBR 8800 consome (I, W/S, Z, r, centroide), verifica a esbeltez local b/t contra os limites λp/λr e linka os perfis equivalentes do catálogo às páginas onde rodam as verificações completas pela NBR 8800, AISC 360 e EC3.

Quais são as unidades do momento de inércia?

Comprimento elevado à quarta potência. As tabelas de aço brasileiras e europeias usam cm⁴ (1 cm⁴ = 10 000 mm⁴); as americanas usam in⁴ (1 in⁴ = 41.6231 cm⁴). Esta calculadora mostra cm⁴ com o valor em mm⁴ logo abaixo no modo SI, e in⁴ no modo imperial. Memórias antigas em kgf não afetam o I: ele é geométrico e independe do sistema de forças.

Qual é a fórmula do momento de inércia de um retângulo?

Em relação ao eixo centroidal paralelo à base: Ix = b·h³/12, onde b é a largura e h a altura. Para um retângulo de 100 × 200 mm isso dá 100 × 200³/12 = 66.67 × 10⁶ mm⁴ = 6 666.67 cm⁴. Em relação à base, em vez do centroide, a fórmula é b·h³/3.

Qual é a diferença entre Ix e Iy?

Ix é tomado em relação ao eixo centroidal horizontal (eixo de maior inércia na maioria das seções) e governa a flexão vertical; Iy é em relação ao eixo vertical e governa a flexão no eixo fraco e a flambagem de pilares. Num perfil I eles diferem em uma ordem de grandeza, então a orientação da peça importa enormemente.

Quando eu preciso do teorema dos eixos paralelos?

Sempre que a seção é composta por partes cujos centroides individuais não estão sobre o eixo da seção completa — perfis U, cantoneiras, perfis Ue, vigas de chapas soldadas. Cada parte contribui com I₀ + A·d², onde d é a distância do centroide da parte ao centroide da seção. A parcela de transporte A·d² normalmente domina.

Por que meu resultado fica um pouco abaixo do valor da tabela de aço?

As fórmulas fechadas desprezam os raios de concordância dos perfis laminados e os raios de dobra dos formados a frio. As tabelas de fabricante os incluem, somando cerca de 1–5% ao Ix (ex.: IPE 200: 1 845.6 cm⁴ em chapas planas vs 1 943 cm⁴ tabelado). A diferença é a favor da segurança nas verificações de rigidez.

Posso usar esta calculadora no meu TCC ou trabalho da faculdade?

Pode — e ela foi pensada para isso. O desenho em escala pode ser baixado em SVG/PNG para o relatório, os resultados saem em CSV, e a tabela ao vivo do teorema dos eixos paralelos (A, d, I₀ e A·d² de cada parte) serve para conferir o seu cálculo manual passo a passo. Cite a fonte e valide um caso com a tabela do fabricante, como manda a boa prática acadêmica.

Revisado por Eng. Rilis Rodrigues Jr. · Engenheiro de Estruturas — CalcSteel·Atualizado em